(1967 a 2026) — da gravação ao cancioneiro
Anatomia de um videoclipe, de um karaoke e de um conjunto de partituras construídos a partir de uma única gravação
Letra e direção técnica da produção: Gaspar do Amaral · Voz sintetizada: Maria de Guimarães
Ilustrações e revisão linguística: Cristina Rebelo
Outubro de 2026
A imagem de abertura fixa o registo da obra: noite, água parada, uma árvore antiga e a música que se espalha à superfície — a «voz que o tempo tece», antes de ser cantada. A mesma ilustração regressa no fim e enquadra os créditos, dando à narrativa visual uma estrutura circular.
Palavras-chave: fado; transcrição musical; andamento flexível; videoclipe; karaoke; cancioneiro; LilyPond.
«Aiué» é uma canção sobre a voz que permanece. A narradora ouve «a todo o momento» a voz de quem amou e afirma, contra a aparência de solidão, que «o amor fica». O subtítulo «1967 a 2026» inscreve a canção num arco de quase sessenta anos: o tempo de uma vida a dois e o tempo da memória que lhe sobrevive. O refrão vocalizado — «Aiué, Aiué…» — funciona como lamento e como embalo, na tradição de um canto em que a palavra se suspende para dar lugar ao sentimento.
A voz de Maria de Guimarães é uma voz sintetizada, gerada e dirigida no quadro da produção, cuja direção técnica coube a Gaspar do Amaral. A gravação é, por isso, um objeto acabado e fixo: todas as análises descritas adiante — letra, melodia, ritmo e harmonia — foram feitas sobre o que a voz efetivamente produz, e não sobre a intenção do texto. Esta edição foi integralmente refeita sobre a nova gravação «1967 a 2026», que substitui a anterior.
O objetivo foi transformar uma gravação num conjunto coerente de materiais de publicação e de prática: um videoclipe, um karaoke e as partituras necessárias a um cancioneiro. A exigência metodológica foi uma só: tudo o que se publica deve corresponder ao que se ouve na gravação, e cada estimativa deve trazer declarado o seu grau de confiança.
Todas as entregas descendem de uma só fonte. O passo decisivo é a separação da gravação em voz e acompanhamento: a voz isolada permite ler a letra e a melodia; o acompanhamento isolado permite medir as batidas e a harmonia sem a interferência do canto. As setas que convergem nas partituras e no karaoke mostram onde os resultados se cruzam — e, portanto, onde um erro numa análise se propaga às restantes.
A separação de fontes foi feita com recurso a IA, em segmentos de 10 s com 1 s de sobreposição e fusão por rampas lineares. Sobre a voz isolada calculou-se a frequência fundamental (f0) a cada 10 ms e detetaram-se os núcleos silábicos pela energia na banda de 250 a 3500 Hz. Sobre o acompanhamento seguiram-se as batidas, mediram-se os acentos, o croma e a nota do baixo por compasso. A notação foi gravada com o programa livre LilyPond; o videoclipe e o karaoke reutilizam o mesmo mapa de batidas.
A regra adotada foi inequívoca: a legenda segue o canto, validado pelo autor da letra. A letra cantada foi lida por transcrição automática em janelas de 6 s deslocadas de 1,5 s. Como cada verso aparece em várias janelas consecutivas, distingue-se uma leitura repetida de um erro pontual. A Tabela 1 regista as divergências face ao texto escrito.

A letra é de Gaspar do Amaral, que validou integralmente a transcrição. Onde a leitura automática falhou, prevaleceu o texto confirmado pelo autor. No primeiro verso, a transcrição ouvia «guardo em minha sapreza» e «essa pressa»; a forma correta é «guardo em mim essa prece». No segundo verso, ouvia-se bem «mais tu, por dentro, sou», que substitui «mais rica» do texto escrito, e o último verso termina em «pertence com o teu ter», segmento que a transcrição reduzira a ruído («com o teu Deus», «teiro»). No terceiro verso, a leitura repetida «não para de tudo dar» era um erro de audição: o autor confirmou «não para de te dar». A leitura «amar» no primeiro verso fica igualmente confirmada. Este percurso mostra o limite da transcrição automática em canto melismático e a necessidade de validação humana antes da publicação.
Ao contrário da gravação anterior, cujo ciclo rítmico era rigorosamente constante, esta interpretação respira: o andamento oscila em torno de uma mediana de 79,5 batidas por minuto, com 90 % das batidas entre 76 e 83 bpm (Figura 3a). Uma grelha fixa acumularia erro ao longo de quase quatro minutos; por isso, o compasso foi definido a partir das 305 batidas seguidas no acompanhamento. As mudanças de acorde e os acentos concentram-se nas batidas ímpares — novidade harmónica média de 0,30 contra 0,09, intensidade de ataque de 4,4 contra 2,9 —, o que fixa o início de cada compasso de 2/4. Resultam 152 compassos, com durações entre 1,29 e 1,60 s.
O painel a) mostra uma interpretação viva: mais rápida nos primeiros compassos, abranda no início do 1.º verso, estabiliza em torno de 80 bpm a partir de 1:40 e retém-se antes do refrão final, por volta de 3:15. O painel b) mostra onde caem os ataques do acompanhamento: forte no 1.º tempo, forte no 2.º tempo e no seu contratempo, fraco no contratempo do 1.º. É esse o desenho — baixo, pausa, acorde, acorde — que a viola e o piano reproduzem nas partituras.
A canção organiza-se em oito secções (Tabela 2 e Figura 4). A tonalidade é Ré menor, com o eixo de Lá como dominante. A introdução, agora com 18 compassos, gira em torno de Fá, Sol e Lá menor e acolhe um primeiro vocalizo «Aiué». Nos versos domina a descida de baixo do repertório ibérico — Ré, Dó, Si bemol, Lá — com passagens por Fá, Sol menor e Mi. Os três refrães partilham o mesmo encadeamento F – G – Am – Am, e o último prolonga-se numa coda instrumental.

A faixa superior traduz a Tabela 2 em proporções de tempo: os versos (azul) ocupam mais de metade da duração e os refrães (laranja) funcionam como respiração entre eles. A curva inferior mostra onde a voz está presente: os vales são as pausas de frase, que serviram para delimitar cada verso; a energia contínua dos refrães corresponde ao vocalizo sustentado. A coda final, sem voz, fecha a obra.
A melodia foi transcrita sílaba a sílaba: para cada sílaba detetada na voz isolada, a altura é a mediana da f0 nesse intervalo, quantizada à semicolcheia do mapa de batidas; as inflexões dentro de uma sílaba dão notas ligadas. O âmbito vai de Mi3 a Si4. Medida contra a f0 da voz isolada, 86,0 % das tramas cantadas ficam a menos de um meio-tom da nota escrita (ignorando a oitava) — melhor do que os cerca de 79 % da edição anterior, graças ao alinhamento pelas batidas reais.
O vídeo assenta em 26 ilustrações originais, concebidas, idealizadas e realizadas por Cristina Rebelo com recurso a um assistente de IA, distribuídas por 36 planos — dez regressam num segundo plano com outro enquadramento — e ordenadas pela narrativa da letra. O Anexo A cataloga as 26 ilustrações, com a caracterização de cada uma, utilizável como prompt.
A folha mostra a correspondência entre imagem e palavra, princípio narrativo do vídeo, e dois dos quatro tipos de transição: a abertura em íris (0:43) e o varrimento luminoso diagonal (0:50). Os restantes são a dissolvência com clarão dourado e a aproximação com dissolvência. Em todos os planos a ilustração preenche o 16:9 sem bandas laterais.
Esta edição segue três critérios fixados pelo diretor técnico: a imagem tem de estar parada, sem tremer; só se movem os elementos que naturalmente se movem; e as transições entre cenários devem ser imaginativas. Em consequência, retiraram-se a pulsação do enquadramento e a rotação lenta da edição anterior. Cada plano mantém apenas uma aproximação ou panorâmica muito suave, de aceleração e desaceleração progressivas. O movimento vivo fica entregue às partículas de luz que sobem devagar e às manchas de luz quente; a batida faz-se sentir pelo brilho, que se acende ligeiramente em cada início de compasso, e não pela geometria. Os cortes caem nos inícios de compasso medidos. A separação das ilustrações em camadas com paralaxe não foi aplicada, por exigir um mapa de profundidade de cada imagem que não estava disponível nesta produção.

As partituras foram gravadas em LilyPond a partir de uma única fonte de dados (melodia, letra e 152 acordes), garantindo a coerência entre todos os documentos: uma correção num acorde propaga-se, numa só recompilação, à partitura do maestro, à redução para piano, à tablatura, à cifra, ao MIDI e ao karaoke. O cabeçalho de todas identifica a voz sintetizada, a direção técnica e a revisão linguística.
A figura mostra a organização vertical de que um diretor musical precisa: a harmonia por cima, a voz com a letra sob as notas e, em baixo, os dois instrumentos de acompanhamento, com o desenho baixo–acorde–acorde medido na Figura 3b. As secções estão marcadas em caixa e os compassos numerados.
A viola e o piano são um arranjo fiel à harmonia e ao perfil de acentuação medidos, não uma reprodução nota a nota dos instrumentos da gravação. Na viola, o baixo do acorde soa no 1.º tempo e o acorde nas cordas agudas no 2.º tempo e no seu contratempo; no piano, a mão esquerda faz fundamental e quinta, e a direita os acordes.
A partitura de viola destina-se a quem lê música ou tablatura e precisa da posição exata dos dedos; a cifra destina-se ao cancioneiro e ao acompanhamento de ouvido, com cada acorde por cima da sílaba em que muda e as secções instrumentais em grelha de quatro compassos.
O som é a faixa de acompanhamento isolada. A pauta corre da direita para a esquerda e o cursor vermelho fixo coincide sempre com o ponto exato da música, porque a posição de cada barra de compasso foi lida do ficheiro vetorial e o deslocamento segue as batidas medidas, e não uma velocidade constante. Em baixo, a linha cantada passa de branco a dourado ao ritmo de cada sílaba, e a linha seguinte antecipa-se em tamanho menor.
A Tabela 5 classifica o grau de confiança de cada elemento.

Ficam dois pontos para validação de ouvido, ambos harmónicos: o acorde do compasso 45 (Dm7/C), onde o baixo desce sob Ré menor, e a qualidade maior ou menor do acorde de Lá nos compassos 33 e 43. Nenhum altera a estrutura nem a tonalidade, mas qualquer um pode alterar uma cifra impressa. A letra, essa, está integralmente validada pelo seu autor. A faixa instrumental resulta da separação automática e pode conter resíduos ténues da voz nas notas mais longas.
A Tabela 3, na secção 5, compara as duas gravações. A Tabela 4 lista o acervo desta edição.

Uma única gravação, analisada com método, sustenta um acervo completo de publicação e de prática. Nesta edição, o ganho essencial está em ter tratado o tempo como a intérprete o tratou: as 305 batidas medidas governam ao mesmo tempo os cortes do vídeo, os compassos da partitura e o cursor do karaoke, e a mesma letra cantada aparece na legenda, nas pautas e na cifra. Declarar a confiança de cada medida, e assinalar o que ainda pede confirmação, é o que permite que este material entre num cancioneiro sem trair a canção que lhe deu origem.
Gaspar do Amaral
Letra: Gaspar do Amaral. Voz sintetizada: Maria de Guimarães. Direção técnica da produção: Gaspar do Amaral. Ilustrações (26): Cristina Rebelo, concebidas, idealizadas e realizadas com recurso a um assistente de IA (catálogo no Anexo A). Revisão linguística de proficiência de todos os produtos — letra, legendas, partituras, cifra, vídeos e artigo: Cristina Rebelo. Análise, montagem de vídeo, transcrição e arranjo realizados com recurso a IA e verificados pelo autor. Vídeos e figuras técnicas: © Aprecisa.com.
As 26 ilustrações do videoclipe foram concebidas, idealizadas e realizadas pela ilustradora Cristina Rebelo, com recurso a um assistente de IA. O catálogo segue a ordem de entrada no vídeo. Para cada ilustração indica-se o momento da canção que acompanha, o tempo ou tempos em que surge na versão final e uma caracterização visual. A caracterização foi redigida para poder ser usada diretamente como prompt: descreve o sujeito, a ação, o cenário, a luz, a paleta, o estilo e o formato, de modo a permitir reproduzir ou variar cada imagem com o mesmo espírito. Dez ilustrações regressam num segundo plano, com outro enquadramento, num total de 36 planos.
Seis ilustrações (A.3, A.21, A.22, A.23, A.24 e A.26) traziam na margem esquerda uma assinatura caligráfica espúria, produzida pelo próprio gerador de imagem e não correspondente a qualquer autor; a A.21 trazia ainda a inscrição «le monde des fées». Essas margens foram recortadas em todas as versões do vídeo, nas miniaturas deste anexo e no pacote de distribuição, para que nenhuma imagem exiba marcas de autoria alheia. As dimensões indicadas são já as do recorte.
A.1 — A árvore do lago e a pauta sobre a água
Introdução e créditos finais · no vídeo em 0:00 e 3:37 · original 1408×736 px
Caracterização / prompt: Árvore antiga de tronco retorcido e copa outonal na margem de um lago parado, ao anoitecer, envolta em nevoeiro azulado; cogumelos luminosos na relva; uma pauta musical dourada com notas e claves serpenteia sobre a água como um rio de luz; reflexo espelhado perfeito da árvore e das notas; sol baixo atrás do tronco; ilustração digital fotorrealista e onírica, paleta azul-petróleo e âmbar, formato horizontal.
A.2 — «Essa voz que o tempo tece»
Verso 1 — «Essa voz que o tempo tece» · no vídeo em 0:26 · original 1024×1024 px
Caracterização / prompt: A mesma árvore antiga junto ao lago noturno, com nevoeiro, pirilampos e cogumelos luminosos; a frase «Essa voz que o tempo tece» escrita em caligrafia de néon dourado-alaranjado a flutuar sobre a água, com fios de luz finos, e refletida invertida no lago; atmosfera silenciosa e mágica; ilustração digital fotorrealista, formato quadrado.
A.3 — A viola de cristal e o coração de ramos
Introdução (vocalizo) e Refrão 2 · no vídeo em 0:08 e 2:35 · original 680×1280 px
Caracterização / prompt: Viola acústica de vidro translúcido, com padrões dourados na caixa e cravelhas douradas, apoiada nas raízes de uma árvore cujos ramos entrelaçados desenham um grande coração; dentro do coração, uma floresta turquesa com raios de sol; notas musicais douradas e a palavra «Aiué» repetida em espiral à volta da viola; fantasia luminosa, cores turquesa, castanho e ouro, formato vertical.
A.4 — A voz do relógio
Verso 1 — «Eu oiço-a a todo o momento» · Verso 3 — «a vida que passou» · no vídeo em 0:30 e 2:56 · original 1248×832 px
Caracterização / prompt: Jovem mulher de cabelo castanho longo, coroa de flores coloridas e blusa bordada com flores vermelhas, olhos fechados e sorriso sereno, mãos junto aos ouvidos a escutar; de um relógio de mesa antigo, dourado e ornamentado, sai uma corrente ondulante de partículas de luz dourada que chega aos seus ouvidos; escritório antigo com estantes de livros e luz quente de janela; ilustração digital pictórica, tons sépia e dourados, moldura ornamental subtil, formato horizontal.
A.5 — O coração de âmbar e a explosão de rosas
Verso 1 — «Feliz, guardo em mim essa prece» · Refrão final · no vídeo em 0:37 e 3:26 · original 1120×928 px
Caracterização / prompt: Mulher de vestido rosa longo, braços abertos para o céu, olhos fechados e sorriso de alegria, diante de uma árvore cujos ramos formam um coração; no centro, um grande coração de âmbar translúcido e luminoso; a saia desfaz-se, à direita, numa explosão de rosas e salpicos de tinta coloridos; prado com flores silvestres, luz de fim de tarde; ilustração digital fantástica, formato horizontal.
A.6 — O coração nas mãos
Verso 1 — «De te ter vivo no meu amar» · Verso 3 — «o meu coração não para de te dar» · no vídeo em 0:43 e 3:05 · original 864×1184 px
Caracterização / prompt: Duas mãos em concha a oferecer um pequeno coração laranja incandescente que irradia raios de luz; à volta, um grande coração desenhado por partículas cintilantes; fundo verde e âmbar desfocado com bokeh; macrofotografia onírica, luz quente, formato vertical.
A.7 — A gente que passa
Verso 1 — «Sei que esta gente que passa» · no vídeo em 0:50 · original 1248×832 px
Caracterização / prompt: Mulher de cabelo castanho ao vento e coroa de flores, vestido azul com mangas e véus amarelos, laranja e violeta, a dançar num campo imenso de papoilas e flores silvestres; um coração dourado brilha-lhe no peito; ao fundo, três pessoas de costas afastam-se pelo campo; céu luminoso de fim de tarde; ilustração digital pictórica, cores saturadas, formato horizontal.
A.8 — O rodopio
Verso 1 — «Leva a sorrir» · Coda · no vídeo em 0:55 e 3:32 · original 1248×832 px
Caracterização / prompt: A mesma mulher de vestido azul e véus coloridos, vista de costas, a rodopiar com a saia aberta em leque e o cabelo em movimento, num campo de flores silvestres; um homem de túnica verde e duas mulheres de vestido azul observam-na a sorrir; luz suave de fim de tarde; ilustração digital pictórica, formato horizontal.
A.9 — Sozinha sob o coração de âmbar
Verso 1 — «E eu, já assim» · Verso 3 — «se por fora estou assim» · no vídeo em 1:01 e 2:48 · original 1088×960 px
Caracterização / prompt: Mulher de vestido rosa longo bordado com rosas, sentada na relva encostada ao tronco de uma árvore cujos ramos formam um coração; mãos nas faces, olhar elevado para um grande coração de âmbar luminoso suspenso entre os ramos; prado verde com pequenas flores, luz de fim de tarde; atmosfera de solidão serena; ilustração digital fantástica, formato horizontal.
A.10 — A chuva de corações
Verso 1 — «Sou tua, contigo e sem ti, meu bem-querer» · no vídeo em 1:05 · original 896×1152 px
Caracterização / prompt: A mesma mulher de vestido rosa sentada junto ao tronco da árvore-coração, braços estendidos para cima a receber pequenos corações vermelhos que caem como folhas; coração de âmbar luminoso entre os ramos; prado florido em primeiro plano; ilustração digital fantástica, formato vertical.
A.11 — O canto em balão dourado
Refrão 1 — «Aiué» · no vídeo em 1:12 · original 896×1152 px
Caracterização / prompt: A mesma mulher de vestido rosa, sentada sob a árvore-coração, a cantar de rosto erguido; da boca sai um balão dourado com o texto «Aiuuéééé, Aiuuéééé…», com fios de luz, notas musicais brancas e corações vermelhos a voar; coração de âmbar ao fundo; ilustração digital fantástica, formato vertical.
A.12 — O coração de pedra que canta
Refrão 1 · Refrão final — «Aiué» · no vídeo em 1:18 e 3:12 · original 896×1152 px
Caracterização / prompt: Mulher de vestido azul e laranja com mangas bordadas, sentada numa rocha ao pôr do sol diante de uma escultura em forma de coração feita de pedras empilhadas; mão no peito, a cantar; uma pauta musical branca com notas, clave de sol e o texto «Aiuuéééé» sai da sua boca e envolve o coração de pedra; céu laranja e dourado, sol no centro do coração; ilustração digital pictórica, formato vertical.
A.13 — A dança sob a árvore-coração
Refrão 1 · Refrão final — «Aiué» · no vídeo em 1:24 e 3:20 · original 768×1344 px
Caracterização / prompt: Mulher sorridente de vestido azul e laranja com véus violeta, a dançar de braços erguidos diante de uma árvore cujos ramos formam um coração, envolta em espirais de luz branca; prado verde com flores rosa e azuis desfocadas em primeiro plano; luz de primavera; ilustração digital pictórica, formato vertical.
A.14 — A dança expressionista
Refrão 1 — «Aiué» · no vídeo em 1:30 · original 768×1344 px
Caracterização / prompt: Pintura expressionista de uma mulher de cabelo escuro ao vento e olhos fechados a dançar, vestido azul justo, mangas laranja e longos véus laranja, violeta e amarelo em movimento circular; fundo de redemoinhos azuis, vermelhos e dourados; pinceladas visíveis, cores muito saturadas, formato vertical.
A.15 — A escuta junto ao tronco
Verso 2 — «Essa voz que me acompanha» · no vídeo em 1:38 · original 768×1344 px
Caracterização / prompt: Mulher de vestido azul, laranja e violeta, ajoelhada na relva junto ao tronco de uma árvore cujos ramos desenham um coração, mãos em concha junto aos ouvidos, a escutar com atenção; prado verde com flores desfocadas; luz suave de fim de tarde; ilustração digital pictórica, formato vertical.
A.16 — A mão estendida ao sol
Verso 2 — «E que mais ninguém entende» · no vídeo em 1:43 · original 896×1152 px
Caracterização / prompt: Mulher de vestido azul e laranja sentada numa pedra ao pôr do sol, de perfil, mão estendida em direção a um coração feito de pedras empilhadas através do qual brilha o sol; céu laranja e nuvens douradas, montanhas ao longe; ilustração digital pictórica, formato vertical.
A.17 — O coração no peito
Verso 1 — «O seu viver» · no vídeo em 0:58 · original 1248×832 px
Caracterização / prompt: Mulher de cabelo castanho ao vento, de vestido azul com véus laranja e violeta, a dançar num campo de flores silvestres com um coração dourado incandescente no peito e pequenas luzes cintilantes à volta; céu claro de fim de tarde; ilustração digital pictórica, formato horizontal.
A.18 — A mão no peito
Verso 2 — «E eu, mais tu, por dentro, sou» · no vídeo em 1:49 · original 896×1152 px
Caracterização / prompt: A mesma mulher sentada diante do coração de pedras ao pôr do sol, mão pousada no peito, olhar sereno dirigido ao sol no centro do coração; céu laranja intenso; ilustração digital pictórica, formato vertical.
A.19 — A gente que fala
Verso 2 — «Sei que esta gente que fala» · no vídeo em 2:02 · original 1088×960 px
Caracterização / prompt: Mulher de vestido rosa sentada sozinha junto ao tronco da árvore-coração, mãos nas faces, olhar perdido; à sua volta, pares de pessoas cochicham ao ouvido uns dos outros, com fios dourados de murmúrio no ar; coração de âmbar luminoso entre os ramos; prado florido; ilustração digital fantástica, formato horizontal.
A.20 — As rosas que se soltam
Verso 2 — «O meu viver» · no vídeo em 2:07 · original 1344×768 px
Caracterização / prompt: Mulher de perfil, de vestido rosa, junto a uma árvore; o vestido transforma-se numa explosão de rosas vermelhas e cor-de-rosa, pétalas e salpicos de tinta multicolor que voam para a direita; prado verde ao fundo; ilustração digital fantástica e vibrante, formato horizontal.
A.21 — O coração abraçado
Verso 2 — «Por ter tido a quem amar» · no vídeo em 1:55 · original 706×928 px
Caracterização / prompt: Mulher de vestido azul e multicolor a abraçar um coração vermelho incandescente contra o peito, olhar sereno, diante de um grande coração formado por raízes e ramos entrelaçados, com um clarão de luz dourada ao centro; pombas brancas em voo à sua volta; floresta verde e turquesa; ilustração digital fantástica, formato horizontal.
A.22 — O banco e as ondas do coração
Verso 2 — «E eu, tão serena» · «Sei a quem o meu amor pertence» · no vídeo em 2:14 · original 870×1024 px
Caracterização / prompt: Mulher de vestido rosa e azul sentada num banco de madeira diante de um enorme coração de raízes entrelaçadas que emoldura uma floresta turquesa; no peito, um pequeno coração dourado emite ondas concêntricas de luz; floresta encantada ao fundo; ilustração digital fantástica, formato quadrado.
A.23 — O canto que sobe
Refrão 2 — «Aiué» · no vídeo em 2:23 · original 762×1152 px
Caracterização / prompt: A mesma mulher sentada no banco diante do coração de raízes, a cantar de rosto erguido; o texto «Aiuuéééé» em letras douradas e uma pauta musical dourada com notas sobem em espiral até ao céu luminoso; floresta turquesa; ilustração digital fantástica, formato vertical.
A.24 — Os braços abertos e as pombas
Introdução (vocalizo) · Verso 3 — «Me ensinou que o amor fica aqui» · no vídeo em 0:18 e 2:59 · original 653×1344 px
Caracterização / prompt: Mulher de vestido longo azul, rosa e laranja, braços abertos e olhar elevado, diante de um coração gigante de raízes e ramos entrelaçados com uma explosão de luz dourada atrás da cabeça; pombas brancas a voar à sua volta; raízes expostas no chão; floresta verde e turquesa com raios de sol; ilustração digital fantástica, formato vertical.
A.25 — As duas folhas-coração
Transição instrumental antes do Verso 3 · no vídeo em 2:41 · original 928×1120 px
Caracterização / prompt: Duas folhas vermelhas em forma de coração, de nervuras finas e orladas de gotas de orvalho douradas, suspensas no ar diante de um pôr do sol desfocado com bokeh dourado e gotas de água; macrofotografia onírica, contraste entre vermelho e laranja, formato vertical.
A.26 — A serenidade de perfil
Refrão 2 — «Aiué» · no vídeo em 2:29 · original 653×1344 px
Caracterização / prompt: A mesma mulher de vestido azul, rosa e laranja diante do coração de raízes, braços abertos, olhar sereno de lado; clarão de luz dourada ao centro; pombas brancas em voo; floresta verde e turquesa; ilustração digital fantástica, formato vertical.